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CARNAVAL 1992
PAULICÉIA DESVAIRADA - 70 ANOS DE MODERNISMO

 
     
   
     
 

Resultado:
Campeã do Grupo Especial com 298,5 pontos

Data, Local e Ordem de Desfile:
3ª Escola de 02/03/92, Segunda-Feira
Passarela do Samba

Autor(es) do Enredo:
Mário Monteiro e Chiquinho Spinoza

Carnavalesco(s):
Mário Monteiro e Chiquinho Spinoza

Presidente:
Acyr Pereira Alves

Diretor de Carnaval:
N/D

Diretor de Harmonia:
N/D

1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Selminha Sorriso e Claudinho

2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
N/D

Bateria:
Mestre Ciça

Contigente:
N/D

 
     

Sinopse:

Paulicéia Desvairada – 70 anos de modernismo no Brasil

A Estácio de Sá leva para a avenida a transformação causada pelo modernismo no Brasil. Este foi, sem dúvida, o maior movimento que já aconteceu entre nós. No princípio do século, a cultura brasileira estava estagnada. Se começou com a Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, em São Paulo, até hoje é impossível dizer se já terminou. O Modernismo descobriu um outro Brasil e seu passado artístico. O barroco mineiro até então era desconsiderado. Os modernistas descobriram o nordeste, a Amazônia, o sul, resgataram a modinha tradicional, valorizou o chamado estilo Império (século XIX). Cultuaram o folclore e voltaram-se para as raízes da nacionalidade. Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Villa-Lobos mostraram a todos um novo pais. A escola vai contar durante o seu desfile a história deste movimento. Durante as noites de 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, o público reunido no Teatro Municipal de São Paulo, escutou música de Villa-Lobos, poemas de Manuel Bandeira e textos de vários escritores, como Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e Plínio Salgado. No saguão do teatro, quadros de Anita Malfati e Di Cavalcanti, entre outros, e esculturas de Brecheret. A semana foi um escândalo. Foi aberta com uma conferência do escritor Graça Aranha, já consagrado, e por isso ouvido em silêncio. Na mesma época, a política adquire uma conotação ideológica. Surge o Movimento dos Tenentes. E a idéia básica deste enredo é prestar uma homenagem aos 70 anos de Modernismo no Brasil, através de fantasias e alegorias inspiradas na estética do movimento. Será um enredo fundamentalmente visual. Nos 80 minutos do desfile, a escola tentará transmitir ao público toda a explosão criativa contida nos textos e poemas de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha, Manuel Bandeira, Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia e Guilherme de Almeida A nova linguagem cinematográfica de Humberto Mauro, o universo mágico-musical de VilIa-Lobos e o Modernismo ousado dos artistas plásticos Di Cavalcanti, Anita Malfati, Victor Brecheret, Lasar Segal e Tarsila do Amaral. Também serão mostradas a revolução político-social, simbolizada pelo episódio dos 18 do Forte, e a influência do Modernismo na época atual, através do Tropicalismo.

Mário Monteiro

     
     
 
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