%@ Language=VBScript%> <% exibe_logo=Request.QueryString("logo") %>
| Enredo: “A História do Futuro”
|
||||
Sinopse: |
||||
|
||||
Marca o teu caminhar com o fogo da descoberta e transponha a soleira do desconhecido. Nos guie por estas areias escaldantes e misteriosas, em direção à Grande Pirâmide, a bíblia de pedra onde repousa o antigo Faraó. Clareia a nossa visão como um oásis de sapiência para interpretar este oráculo monumental. Transfigure-se em iluminado espírito para louvar o Leão da tribo de Judá que confiou ao Apóstolo João os textos apocalípticos anunciando o fim para os ímpios e o recomeço do mundo para os de bons corações. Que os teus rugidos revestidos de majestade e autoridade possam ecoar na penumbra medieval como prenúncio da verdade e da justiça contra o cruel fogo da inquisição que transformou gente em cinza em rituais macabros e satânicos e que dessa forma se apaguem definitivamente as labaredas da intolerância que teimam em se manter acesas em corações endurecidos, triunfando a chama da verdadeira fé. E feito à mitológica ave Fênix, renasça majestosamente clássico destas cinzas que te envergonham, e faça da intolerância e da injustiça um sagrado fermento como a expandir a arte profética para todos os cantos e lugares habitados. E ao se banhar nas águas da Renascença, aromatizadas com essências da nova arte e da nova ciência, banhe da mesma forma os corredores e os nobres salões da corte de Catarina de Médicis, mas acima de tudo banhe os corações da nobreza com a seiva da arte profética. E se ainda assim, sem peso algum de consciência, insistiram em enviar, por assim dizer, as infortunadas bruxas em degredo para o novo mundo condenadas por feitiçaria, é porque naquele lugar tinha uma profecia para se fazer cumprir. É somente prestar atenção no movimento das saias, na vitalidade da música e na alegria da dança, para entender que tudo estava escrito na palma da mão. Seria apenas coincidência que o povo deste mundo chamado novo, também já dançava, cantava e interrogava os astros celestes e amuletos como faziam os antigos profetas da Mesopotâmia, desejando decifrar o que lhes reservava o tempo desconhecido? E o que dizer da diáspora africana que fez aportar nestas praias a magia do continente negro com seus tambores de transe, o jogo divinatório de seus búzios e a incorporação dos ancestrais orixás? Neste terreiro tropical, desde a mística aurora de seus tempos, se fundem ingredientes mágicos, misturados no grande caldeirão cultural desta pátria mãe gentil de todas as manifestações divinatórias. Mas hoje é dia da minha escola desfilar e, antes de ir pra Avenida, eu vou mesmo é naquela velha benzedeira e fazer uma simpatia pra confirmar; E à noite quando a sirene tocar, com o pé direito na avenida eu vou entrar; firmar e bater cabeça pro meu orixá, saravá; Eu tenho fé e acredito que as cartas daquela moça jamais irão errar. E nesse carnaval, não vai dar pra ninguém, é a minha querida Estácio que irá ganhar! |
||||
Cid Carvalho |
||||
|