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     O morro do São Carlos, no Estácio, guarda histórias que se misturam com a história do Carnaval e boa parte delas, passam pela trajetória de vida de alguns dos membros da galeria de Velha Guarda do GRES Estácio de Sá. Antes chamava-se “Unidos de São Carlos” e que originalmente era a fusão do “Paraíso das Morenas”, “Recreio de São Carlos” e “Cada Ano Sai Melhor”.  A mudança de São Carlos para Estácio de Sá ocorreu em 1985. Mas tudo começou com a Deixa Falar, fundada por Ismael Silva (1905-1978), Alcebíades Barcelos (Bíde, 1902-1975), seu irmão Mano Rubem (Rubem Barcelos, 1904-1927) e Armando Marçal, de uma turma também integrada por Buci Moreira (1909-1982), Mano Elói (Elói Antero Dias, 1888-1971), Nilton Bastos (1899-1931), Mano Aurélio (Aurélio Gomes), Baiaco (Osvaldo Caetano Vasques, 1913-1935), Brancura (Sílvio Fernandes, 1908-1935) e Mano Edgar (Edgar Marcelino dos Passos, 1900-1931), sogro de João Gradim (João de Oliveira).


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Imagem retirado do livro Estácio: Vidas e Obras


      Os nossos "Guardiões da Memória" tem o samba como modo de vida e em um país onde a memória é muito pouco valorizada, olhar para eles com atenção e carinho é uma forma de mantê-los vivos, fortes e felizes, com alegria para o samba nosso de cada dia. Parte dos atuais componentes passou por essa mudança de nome da agremiação, assim como por tantas outras mudanças na escola e no carnaval. O sobe e desce, as alegrias e as emoções da vitória em 1992, com o enredo: "Paulicéia Desvairada - 70 anos de Modernismo".

“A expressão Velha Guarda é uma inversão do nome da Guarda Velha, corporação policial do tempo do Império e que possuía um posto no atual Largo da Carioca. Os guardas deste posto reprimiam os conflitos frequentes dos escravos em torno do chafariz existente no final dos Arcos da Lapa, na antiga Rua da Vala, atual Uruguaiana, no Centro da cidade” (LOPES et al, 2009, p. 17).

 

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Presidente da Velha Guarda – Marli Monteiro
Imagem arquivo pessoal de Marli Monteiro


      A Presidente da Velha Guarda do Estácio é Marli Monteiro, que está à frente desse seleto grupo a pouco mais de um ano e tem a responsabilidade de conduzir os baluartes da primeira escola de samba do país! O que ela faz com muita maestria. Antes era presidido por Wanderley Cruz e fazem parte da velha guarda o Sr. Onadir, Sra. Waldice, Sra. Eunice e Sra. Marlene, alguns dos mais antigos componentes da escola. Todos muito envolvidos com o cotidiano da agremiação e do mundo do samba. Com encontro mensal, esse seleto grupo discute os rumos do carnaval, a participação do grupo nos eventos da escola e fora, assim, como a participação nos encontros quase que mensais feita por várias agremiações do Carnaval Carioca.

     A velha guarda no passado era responsável por abrir os desfiles, apresentando a escola para o público, assim como faz hoje a Comissão de Frente. Só que sem coreografia, caminhavam a frente da escola sempre muito bem alinhados e com uma elegância ímpar, saudando o público. Fazer parte de uma Velha Guarda é ter reconhecimento por anos de dedicação à agremiação.


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Velha Guarda  na quadra do Estácio. Foto Dayse King

 

    E como cantava o compositor e saudoso intérprete Dicró, na belíssima obra chamada “Velha Guarda”:
“Sou velha guarda, e já provei pro mundo inteiro que sou bamba, sou velha guarda. A espinha dorsal do samba”.

Salve a Velha Guarda do GRES Estácio de Sá!


Fontes:
DICIONÁRIO Houaiss ilustrado: música popular brasileira / Ricardo Cravo Albin, criação e supervisão geral. Rio de Janeiro: Ed. Paracatu, 2006. xvii, 1155p., il. (algumas col.), 25 cm. ISBN 8560275002 (enc.).

Dicró. Velha Guarda. In: Dicró. O piscinão [Vinil]. Brasil: Universal Music, 2002.

LOPES, Carla; ARAUJO, George e CONDURU, Roberto (Org.). Guardiões da memória. A Associação da Velha Guarda das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Outras Letras, 2009.


Departamento Cultural GRES Estácio de Sá

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